Enciclopédia do Válvuleiro

Homologação da Norma NBR.15827

Sexta Feira - 10 de Maio de 2019

homologação

Conhecer as normas técnicas é essencial na hora de criar projetos de válvulas industriais dentro de uma empresa. Hoje no Brasil, a norma ‘ABNT NBR 15827 - Válvulas industriais para instalações de exploração, produção, refino e transporte de produtos de petróleo – Requisitos de projeto e ensaio de protótipo’; garante critérios para dizer se um projeto de válvula industrial pode ser ou não iniciado. Resultados obtidos em análises precisam ser validados e comparados a valores que estão pré-definidos. Assim, o prosseguir ou não do projeto continuará.

Neste artigo nós falaremos sobre como a norma NBR 15827 pode ajudar você a melhorar ainda mais o andar dos processos da sua empresa.

Primeira fase Antes de tudo, as fabricantes de válvulas industriais formalizam um pedido de avaliação ao Organismo de Avaliação de Conformidade. Em seguida, o projeto solicitado é avaliado pelos projetos de protótipos de válvulas já existentes. O critérios tomados como base são os requisitos gerais, a documentação do projeto e a memória do cálculo. Todos eles podem ser encontrados no anexo E.

Para que um projeto de válvulas seja aceito, o projeto precisa estar de acordo com os critérios 5, 6.1 e 6.2 da norma. Qualquer falta de compromisso com esses critérios tornará o projeto inválido.

O projeto poderá, contudo, ser reavaliado de acordo com a solicitação e aplicação das ações de correção na válvula.

Assim que o projeto for aprovado, uma segunda fase é iniciada e os ensaios são realizados para testar a válvula. Neles serão identificados se tais protótipos obedecem ou não a NBR 15827 no que tange valores experimentais.

Um sistema específico para testes em válvulas industriais é utilizado para conferir todos os critérios da segunda fase da norma. Os padrões para aplicações industriais são atingidos ou não, de acordo com o desempenho da válvula. Para o uso industrial, é essencial que ela não falhe em nenhum quesito ou critério.

A comissão avaliadora acompanhará os ensaios feitos nos protótipos. E os procedimentos são descritos nos itens 6.3, 6.5, 7 e Anexo D, E e F da norma.

A aprovação só acontecerá caso o produto esteja conforme todos os critérios citados anteriormente. No final da avaliação, a comissão avaliadora precisa carimbar e assinar os registros dos ensaios. Na terceira fase, uma instalação física da válvula é feita, obedecendo os requisitos presentes na norma 15827.

A mesma comissão organiza um laboratório para os testes serem realizados. O fabricante da válvula precisa assinar todos os projetos de válvulas que estão sendo produzidas. Em seguida, a OAC reconhecerá a família de válvulas que foram testadas.

A produtora de válvulas encaminha um documento baseado nos Requisitos de Avaliação da Conformidade (RAC) relacionado à qualidade das válvulas. Os controles das etapas de projetos precisam ser todos detalhados e novamente tal documento será ou não aprovado.

Para a aprovação da válvula, nenhuma falta de conformidade pode ser admitida. Após ser aprovada, sua assinatura é registrada e duas vias são enviadas: uma para o fabricante e outra para a comissão que aprovou a válvula.

Esses são as três fases para que uma válvula seja aprovada nas normas brasileiras técnicas e comece a ser produzida e comercializada no país. Em resumo, qualquer não-conformidade da válvula durante as fases de avaliação acarreta em uma reprovação. Há possibilidade, entretanto, de solicitar uma reavaliação em cada uma das fases. Assim, após a aprovação, a válvula está oficialmente registrada e pode começar a ser utilizada no setor industrial.



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