Enciclopédia do Válvuleiro

Válvula Borboleta norma de construção MSS SP-67-2017

Segunda Feira - 02 de Março de 2020

valvula borboleta norma mss 2017

As válvulas borboleta surgiram na década de 1930, e as inúmeras vantagens que elas proporcionam para aplicações em líquidos, gases e tubulações de grandes diâmetros permitiram que essas válvulas passassem a ser amplamente difundidas até hoje em dia. A “borboleta” ou obturador é um disco circular que serve como dispositivo de fechamento para bloquear ou regular o fluxo de um fluido.

Esse elemento do tipo disco é mantido no centro da válvula guiado2 por uma haste, na qual o disco gira com um curso angular de um quarto de volta para fechar ou abrir a válvula. Portanto, uma vez que uma válvula borboleta fechada tenha seu disco girado 90 graus e esteja alinhado com a direção do fluxo, ela estará aberta e, quando esse disco for girado de volta para uma posição perpendicular à direção do fluxo, ela será fechada.

Essa rotação simples e rápida é comparável à de uma válvula de esfera e permite um acionamento rápido. As válvulas borboleta, além dessa característica desejada, possui um face-a-face muito menor do que as válvulas esfera, macho ou gaveta por exemplo, tornando-as leves e geralmente menos dispendiosas do que essas outras válvulas.

As válvulas borboleta são especificadas conforme diversas normas, que foram sendo criadas, editadas e aprimoradas ao longo dos anos e assim o continuam, as mais usuais são a ABNT NBR 15768, API 609, AWWA C504, MSS SP-67, MSS SP-68 e ASME/ANSI B16.34; todas elas possuem muitas características em comum e peculiaridades que não são comuns, nesse texto vamos analisar alguns requisitos da norma MSS SP-67-2017: Válvulas Borboleta. Esta norma norte americana é um documento dedicado às diretrizes de dimensões, projeto, testes e identificação para este tipo de válvula.

O escopo da norma abrange válvulas borboleta do tipo wafer, lug, com extremidades flangeadas, extremidades com ressaltos ou extremidades com canal rebaixado; nos tamanhos de NPS 1.1/2” até NPS 72”, nos materiais aço carbono, aços liga, bronze, ligas de bronze, ferro fundido cinzento e ferro fundido nodular.

Embora as válvulas borboleta sejam definidas por discos que giram guiados por hastes, existem diferentes variações de projeto para esse recurso. A forma básica, na qual a haste passa através do centro do disco, é conhecida como válvula borboleta concêntrica. Uma válvula borboleta com deslocamento do centro de giro do disco e a sede com faixa de vedação uniforme, é a válvula borboleta bi excêntrica. Uma válvula borboleta com o deslocamento do centro de giro do disco e a sede com a faixa de vedação elíptica, é a válvula borboleta tri excêntrica.

As válvulas excêntricas possuem e centro de giro do disco fora da linha central do corpo e também são conhecidas como offset, considerações de projeto para elas e válvulas borboleta concêntricas estão presentes na norma MSS SP-67-2017. Outras referências mais especificas são encontradas na norma MSS SP-68-2017, que especifica válvulas para alta pressão com projeto de deslocamento ou excêntrico.

As válvulas borboleta também podem ser fabricadas com variações adicionais, por exemplo podem ser sem flanges, tipo wafer ou tipo lug, com extremidades com ressaltos (shouldered ends) ou canal rebaixado (grooved ends) ou com extremidades flangeadas. Estes tipos de extremidades variam estruturalmente e servem a propósitos diferentes. Por exemplo, válvulas borboleta tipo lug, com ressaltos ou canais rebaixados podem ser instaladas em final de linha sem a necessidade de um contra flange, também permitem que sejam realizadas manutenções a sua jusante sem desligar o sistema inteiro. Embora as válvulas borboleta do tipo wafer não possuam essa vantagem, elas também são projetadas para manter uma vedação totalmente estanque com a pressão bidirecional.

válvula torque borboleta norma

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Os requisitos encontrados na norma MSS SP-67-2017 são aplicáveis ​​a todos aos três tipos de válvulas: excêntrico, bi excêntrico e tri excêntrico, nos tamanhos de NPS 1½ a NPS 72, juntamente com extremidades flangeadas, extremidades com ressalto e extremidades com canais rebaixados, sendo essas dois últimos tipos de extremidades aparecem exclusivamente nessa norma.

A norma MSS SP-67-2017 abrange dois tipos válvulas com relação a estanqueidade:
• Tipo I - Válvulas com vedação totalmente estanque
• Tipo II - Válvulas que permitem vazamento de sede
Os limites operacionais de pressão e temperatura (rating) são definidos pelo fabricante da válvula e as pressões dos testes são determinadas sobre esses valores, que são os critérios adotados por todas as outras normas de testes:
• teste de estanqueidade da sede = PMT (Pressão Máxima de Trabalho) + 10%
• teste da carcaça, ou de corpo como também é conhecido = PMT + 50%
os tempos de duração dos testes são fornecidos pela norma.

A dimensão do face-a-face é fornecida com suas devidas tolerâncias para todos os tipos de extremidades mencionadas na norma, as medidas dos face-a-faces da MSS SP-67 não são exatamente iguais aos da API 609 e outras normas, na maioria dos casos são bem parecidos e levando em consideração a tolerância uma norma a tende a outra, porém isso não é uma regra.

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